Lembranças...

É interessante perceber como a mente humana trabalha às vezes… Certos fatos recalcados, escondidos e sumidos no meio das gavetas bagunçadas do inconciente às vezes aparecem como por mágica…

Posted by Hµ63Z on

É interessante perceber como a mente humana trabalha às vezes… Certos fatos recalcados, escondidos e sumidos no meio das gavetas bagunçadas do inconciente às vezes aparecem como por mágica…

Pegamo-nos parados, perdidos em pensamentos, em lembranças que nem nos lembravamos mais que existiam… Foi assim quando me lembrei de uma história que aconteceu a 25 anos atrás (sim, eu devia ter uns 4 ou 5 anos).

Pois é... minha irmã veio à minha casa depois de quase um ano sem nos vermos. Estávamos conversando sobre meus filhos (o Lucas tem 5 anos e o Gabriel tem 2 anos e meio), e falavamos que o Lucas encontrou uma namoradinha (coleguinha da escola a qual tem trocado beijocas – na boca, diga-se de passagem -).

Me lembrei que quando eu tinha a idade dele e tinha uma namorada no que, na época, era chamado de “parquinho”. A lembrança veio muito clara, como um filme em DVD…

O nome da escola era “Pinóquio”, em Bauru, interior de São Paulo. Eu era extremamente popular na escola entre os alunos e professoras (de maneiras diferentes, é claro, mas pela mesma razão: eu era um capetinha!). Eu era tão popular entre a gurizada que, enquanto os guris pensavam em carrinhos e “Clubinho do Bolinha”, eu namorava a guria mais linda da escola (estava apaixonado, mas creio que não enganado).

Heloísa era o nome dela. O sobrenome não sei, afinal, para crianças sobrenome não tem importância. Mas era uma guria bem branquinha, loirinha de cabelos compridos pela cintura, olhos verdes claros, bem claros…

Estudávamos na mesma classe, lado a lado. Depois as professoras colocaram-na numa mesa mais perto da professora e eu fiquei lá no fundão. Mas isso não nos separou… Na hora do “Recreio” ficavamos juntos… Aí, quando íamos nos beijar a gurizada fazia roda para contar o tempo do beijo… Era uma folia…

Então os pais dela não gostaram… A sociedade púdica da época acabou com mais um caso de amor (ou mais ou menos isso)... Os pais dela reclamaram na escola que aquilo não podia acontecer… Depois de um tempo tiraram-na da escola… Nunca mais ouvi falar nela…

Tudo isso pra chegar ao ponto… acabei me casando com uma loira, de cabelos pela cintura (na época), de olhos verdes e bem branquinha… A Ana é incrivel, e me deu dois filhos lindíssimos (segundo um casal de pediatras vizinhos, as crianças mais lindas que já viram – e isso não é qualquer elogio, pois vem de pediatras, que vêem crianças o dia inteiro).

A mente humana é incrível…


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