E o mundo não acabou

Mais de um ano se passou desde meu último post. Um ano conturbado, de fato. 2012 foi recheado de apreensões e falsas expectativas que, finalmente, o mundo acabaria.

Não que de fato eu acreditasse nessas previsões, afinal, se o mundo realmente fosse acabar, não seria planejado (ou até seria, mas não pelos homens). Tanto que em um dos meus posts aqui no blog, digo que essa mudança chamada por alguns de “Fim dos tempos”, já ocorreu durante os últimos 30 anos.

Posted by Hµ63Z on

Mas continua ruindo depressa…

Mais de um ano se passou desde meu último post. Um ano conturbado, de fato. 2012 foi recheado de apreensões e falsas expectativas que, finalmente, o mundo acabaria.

Não que de fato eu acreditasse nessas previsões, afinal, se o mundo realmente fosse acabar, não seria planejado (ou até seria, mas não pelos homens). Tanto que em um dos meus posts aqui no blog, digo que essa mudança chamada por alguns de “Fim dos tempos”, já ocorreu durante os últimos 30 anos.

Mas é fato que a degradação do mundo tem se intensificado de maneira absurda e, se me perdoem pegar o bordão, “nunca vista na história”. Vejam a situação da educação nesse nosso país de Deus. O ENEM se tornou uma piada, ano após ano. Esse ano, no entanto, se superou. Alunos de ensino médio escancaram em suas provas que os avaliadores de redação são incompetentes ou, talvez, tão iletrados quanto os próprios alunos.

Podemos entender certas coisas: A carga de trabalho de um corretor de redações acaba sendo muito grande e a leitura, por si só, é exaustiva. Uma ou outra palavra errada pode passar desapercebido, fazendo com que uma redação com um ou dois erros ortográficos/gramaticais consiga nota máxima. O corretor pode entender certas referências ou textos conhecidos utilizados na redação como “licença de expressão” ou até “criatividade inovadora”.

Agora, é totalmente inaceitável que uma redação que em um de seus parcos quatro parágrafos (vejam bem, na minha época de ensino médio era solicitado, no mínimo, 30 linhas) e menos de 25 linhas de texto seja a receita de macarrão instantâneo. Isso é fuga do tema, ou seja, “dá zero pra ele, professor!!!”

No entanto a redação recebeu nota acima da média.

Em outra situação, um aluno escreve o hino de seu time do coração logo no segundo parágrafo, onde, pelo que me lembro de estrutura de uma dissertação, é o início da explicação de seu ponto de vista e um dos parágrafos mais importantes, pois é onde mostrarás que tem noção do que estás escrevendo, ao menos. Essa redação também recebeu nota mediana e volto a dizer: “Pelo amor de Deus, professor, dá zero pra ele!!!”

Até quando aceitaremos essa vergonha na educação de nosso povo? Até quando aguentaremos esse tipo de empáfia e falta de caráter com a educação? E no futuro, o que será desse nosso país? Que tipo de profissionais teremos na próxima década? Alguém tem alguma ideia, pois minhas previsões são mais cataclísmicas que as de Nostradamus…


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