Dia do trabalho... sem trabalho!

Me lembro de quando era criança e que se comemorava o dia do trabalho sem trabalhar. Sempre achei estranho essa situação… afinal, pelo que via meu pai trabalhando, dia do trabalho era de segunda a sexta, todas as semanas, exceto quando tinha algum feriado.

Um desses feriados era o dia do trabalho… estranho não? Vai ver por isso agora não se fala mais em dia do trabalho, mas sim no dia do trabalhador. Aí sim, sendo o dia do trabalhador ele merece ficar sem trabalhar. Tornou-se algo lógico.

Posted by Hµ63Z on

Me lembro de quando era criança e que se comemorava o dia do trabalho sem trabalhar. Sempre achei estranho essa situação… afinal, pelo que via meu pai trabalhando, dia do trabalho era de segunda a sexta, todas as semanas, exceto quando tinha algum feriado.

Um desses feriados era o dia do trabalho… estranho não? Vai ver por isso agora não se fala mais em dia do trabalho, mas sim no dia do trabalhador. Aí sim, sendo o dia do trabalhador ele merece ficar sem trabalhar. Tornou-se algo lógico.

Quanto aos sindicatos, tenho visto que agora falam em trabalhadores e trabalhadoras, como se precisasse de tal diferenciação. Me pergunto se isso faz parte do acordo ortográfico, afinal, quando estava na escola, minha professora de português me ensinou que quando se tem um trabalhador e uma trabalhadora, para se referenciar ao casal designaria-se “trabalhadores”, no masculino.

Talvez seja uma consequência do feminismo, que acredito ser tão machista quanto o machismo, só que às avessas. Difícil entender que já no século 21 ainda mantemos costumes tão retrógrados quanto rotulações.

Odeio rotulações, pois apenas escondem o medo que as pessoas têm do que é diferente. Esse cara é nerd (agora, geek), portanto desinteressante, essa é gostosa, portanto burra, esse é um punk, portanto mal caráter, essa é inteligente, portanto feia (e muitas vezes gorda). Tais rotulações são tão ridículas.

Esse fim de semana, enquanto zapeava, vi um “(i)reality show” do tipo BBB (Big Bullshit Brasil), onde foram selecionados dois grupos: o grupo das gostosas e o grupo dos nerds (geeks). Para ficar uma disputa parelha, a prova era um jogo de futebol americano. As cenas foram hilárias, pois os cortes e a edição é toda pensada para caracterizar ainda mais esses rótulos: uma das gostosas morrendo de medo de quebrar suas unhas, e os nerds gordos com bronzeado de escritório e cabelos e barbas que lembram Steve Jobs da década de 1960. Totalmente hilário!

Pois é… tecnologia do século 21 à serviço de mentalidades infantis.


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