Considerações (pouco) religiosas

Outro dia tava pensando sobre a religiosidade dos “lobos” e dos humanos. É estranho como isso é uma questão complicada… Não deveria, afinal religião é crença e depende exclusivamente de quem crê…

Posted by Hµ63Z on

Outro dia tava pensando sobre a religiosidade dos “lobos” e dos humanos. É estranho como isso é uma questão complicada… Não deveria, afinal religião é crença e depende exclusivamente de quem crê…

Mas sempre que se entra em um devaneio sobre religião, sempre tem os que malham teu ponto de vista e os que apoiam… Muitas vezes se torna uma discussão acalorada, ou acaba gerando uma ira tão grande entre fiéis e infiéis que pode causar quantidades incríveis de mortes (vejam 11 de setembro de 2001).

Fico pensando… Sem levar em consideração as particularidades de cada religião, Deus e Alá não são tidos como o único “Todo Poderoso”? Moisés e Buda não são tidos como “Iluminados de Deus”? Todos nos trouxeram alguns ensinamentos. Todos nos trouxeram grandes ensinamentos. Todos são conhecidos de nossa época apenas por livros, contos que se passam de pai para filho durante gerações e gerações, cada povo contando a história a sua maneira.

A muito e muito tempo deixei de ler a Bíblia… Pra mim é uma histária muito bem contada, por homens iluminados por Deus, mas ainda homens com todas as falhas que os homens tem, e largamente alterada desde sua primeira versão, principalmente durante o período da inquisição (se estivessemos nessa época nunca mais ninguém ouviria falar em mim).

Agora, sou crítico o suficiente para não acreditar que certas mudanças não foram feitas para atender a certos interesses da igreja. Assim como o Corão também deve ter tido suas alterações.

Claro que um livro sagrado segue, além das regras religiosas máximas (chamados dogmas), a cultura do povo que o escreveu na época de sua escrita. Portanto ler a Bíblia, o Corão, ou qualquer outro livro sagrado sem interpretação é, não apenas fundamentalismo rerigoso, mas um grande retrocesso na forma de pensamento do ser humano.

Somos seres pensantes, vivos e pulsantes, e assim não ficamos parados esperando uma explicação divina de nós mesmos e do mundo. É assim que é o ser humano… Busca infindavelmente pela explicação que nunca encontrará, pois depende apenas de sua crença.

“De onde viemos? Para onde vamos? Paraiso existe? E o Inferno?” Quem sou eu para dizer que existem respostas ou quais são? Sou apenas uma coruja… Uma coruja que está cada vez mais inclinada a crer que existe uma força superior que move tudo no universo, mas não teria um nome a dar para essa força… Por conveniência, chamo de “Natureza”, mas quem quiser chamar de Deus, Alá, “a Força” dos Jedi ou como achar que deve chamar, fique à vontade…


Comentários

  1. Pensei que tu nunca irias ligar os comentários na tua “árvore” ;-)

    O perigo da religião não está em acreditar em algo certo ou errado e sim no instinto humano de competição. Somos todos competidores e onde não existe competição sucumbimos (vide Noruega e seu país perfeito com maior índice de suicídios no mundo).

    Competimos por esporte, competimos por trabalho, por amores, competimos até mesmo por idéias, e aqui reside o perigo, o desejo de estar certo nem sempre parte da razão e sim do orgulho, do desejo de vencer de subjulgar.

    Religiões não são ruins, a competição entre seus adéptos que é.

  2. Oi espiando “matilha”, resolvi conhecer seu espaço já que comentários seus por lá sempre me chamaram a atenção. Lendo este seu texto sobre a tal religiosidade vi pensamentos ou modo de ver exposto por você em comum com o meu … gostei do que escreveste e como o fez também.

    Muito bacana!

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  1. Pensei que tu nunca irias ligar os comentários na tua “árvore” ;-)

    O perigo da religião não está em acreditar em algo certo ou errado e sim no instinto humano de competição. Somos todos competidores e onde não existe competição sucumbimos (vide Noruega e seu país perfeito com maior índice de suicídios no mundo).

    Competimos por esporte, competimos por trabalho, por amores, competimos até mesmo por idéias, e aqui reside o perigo, o desejo de estar certo nem sempre parte da razão e sim do orgulho, do desejo de vencer de subjulgar.

    Religiões não são ruins, a competição entre seus adéptos que é.

  2. Oi espiando “matilha”, resolvi conhecer seu espaço já que comentários seus por lá sempre me chamaram a atenção. Lendo este seu texto sobre a tal religiosidade vi pensamentos ou modo de ver exposto por você em comum com o meu … gostei do que escreveste e como o fez também.

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  1. Pensei que tu nunca irias ligar os comentários na tua “árvore” ;-)

    O perigo da religião não está em acreditar em algo certo ou errado e sim no instinto humano de competição. Somos todos competidores e onde não existe competição sucumbimos (vide Noruega e seu país perfeito com maior índice de suicídios no mundo).

    Competimos por esporte, competimos por trabalho, por amores, competimos até mesmo por idéias, e aqui reside o perigo, o desejo de estar certo nem sempre parte da razão e sim do orgulho, do desejo de vencer de subjulgar.

    Religiões não são ruins, a competição entre seus adéptos que é.

  2. Oi espiando “matilha”, resolvi conhecer seu espaço já que comentários seus por lá sempre me chamaram a atenção. Lendo este seu texto sobre a tal religiosidade vi pensamentos ou modo de ver exposto por você em comum com o meu … gostei do que escreveste e como o fez também.

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